Turista ou mercadoria??? – o complicado receptivo maranhense
Uma pena que um lugar tão lindo tenha um receptivo turístico tão complicado. Várias experiências nos 12 dias de viagem me levaram a escrever este post.

Neste caso, no lugar do $ estão as ofertas enganosas das agências de receptivo!
O mais óbvio, a falta de preparo do pessoal da Oficina de Turismo em São Luís. O atendente era educado, e esforçado, mas não conhecia tão bem a região e nos brindou uma informação incorreta sobre o traslado a Santo Amaro.
Ao invés de reunir forças, o pessoal quer trabalhar na lei do mínimo esforço. Em várias agências de São Luís sequer nos olhavam quando pedíamos informação sobre Santo Amaro, e um senhor chegou a nos desencorajar a visitar o lugar porque era difícil e perigoso chegar até lá.
O “Ô do borogodô” foi o que nos passou numa agência de receptivo de Barreirinhas, que faço questão de identificar: Turismo São Paulo. Entrei na dita cuja, e perguntei o preço para o passeio à Lagoa Azul.
O senhor rispidamente respondeu. R$ 50,00 reais.
Eu tinha visto no hotel que custava R$ 40,00, e lhe comentei. Um dos poucos lugares que aceitavam cartão de crédito era a tal agência, e daí meu interesse.
O tipo me olhou, e disse: Eu faço pra ti, por R$ 40,00. Como se fosse um favor, e o pior, emendou:
Mas você não pode abrir a boca durante o passeio, não pode contar para ninguém quanto pagou! Ouviu?
Caramba, aquilo fez subir o meu sangue: E agora o senhor vai dizer o que eu posso ou não falar?!
Ele se meteu com uma mulher, porque pensava que podia com ela, me deu a impressão que se tivesse sido o Tom que tivesse falado com ele, a coisa teria sido diferente.
Uma senhora percebeu que a coisa ia ficar feia, e acalmou os ânimos. Enquanto ela passava meu cartão, eu lhe comentei: Alguém que oferece diversão, não deveria atender seus clientes tão estressado!
Foi uma situação ruim, e me senti uma mercadoria. O tratamento era inadequado. Somente não desisitimos da compra pelo tema do cartão de crédito. Mas não recomendo a ninguém esta agência, até porque utilizamos seus serviços duas vezes. Na primeira, a toyota encalhou por falta de perícia do condutor, e o guia não aportava nenhuma informação interesante durante o passeio. Na segunda vez, o guia era muito bom, mas o condutor foi temerário, pois na volta “brincou” de ver quem chega antes com outra toyota em um caminho de areia e mato. A toyota estava cheia de gente!
Quando uma pessoa viaja, quer desestresar, ser feliz. O serviços e as pessoas que a recebem no destino jogam um dos papéis mais importantes no turismo. Espero que logo o pessoal das agências de viagem e da Secretária de Turismo do Maranhão despertem para esta realidade! Que até é um paradoxo, em um lugar onde o povo é extremadamente hospitaleiro!
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3 comentarios:
É realmente lamentável que isso seja realidade em um lugar tão belo como no Maranhão, onde justamente deveria ser o contrário, o que encorajaria a volta do turista.
O turismo ao meu ver pode ser uma fonte sustentável para o desenvolvimento economico, e se for controlado, pode ser sustentável. Ainda mais nestes tempos ondeo planeta esta exigindo novas soluções economicas ...
Uma boa você ter postado aqui, quem sabe não chege até os responsáveis por isso...
Um abração !
Tivemos uma situação parecida em Barreirinhas: diferentes "guias" discutindo quem nos levaria, sem deixar a menor brecha para decidirmos isso. Havíamos combinado com um guia e na hora marcada apareceram dois e por fim ainda tivemos que ir com aquele com o qual não havíamos marcado nada!
Além disso, o tempo todo em Barreirinhas notamos um receptivo muito agressivo, por vezes chocante.
Vini, espero que as coisas melhorem neste estado repleto de belezas naturais e culturais. E com uma gente incrível, que continua sofrendo. E quem sabe você tenha razão e levantar a voz possa ajudar pouco a pouco nestas mudanças!
Marina, em Barreirinhas senti exatamente o mesmo que você. Esta forma agressiva de se aproximar do turista.
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