Guias de Viagem e Arte

 
 
jul 26 2018

Museu da Acrópole – Guia de Museu

Você pode até pensar que não gosta de museu, mas deixa teus traumas de lado e por favor, em Atenas, visite o Museu da Acrópole!

Um museu inteiramente dedicado a explicar e mostrar tudo que foi encontrado (e não roubado) durante as excavações da Acrópole. Descobriram um povoado no local escolhido para sediar o museu e integraram esta descoberta perfeitamente ao edifício.

A locação do museu permite desfrutar de vistas da Acrópole. Esta era uma das premissas ao selecionar a localização. O antigo museu que era dez vezes menor ficava lá em cima, do ladinho do Partenón, mas era antiquado e era impossível aumentá-lo sem que o monumento em si, que é Patrimônio Mundial da Humanidade, fosse prejudicado.

Este novo museu foi inaugurado em 2009. Como lá em cima escassea a interpretação do patrimônio, recomendo visitá-lo antes de subir. Porque além de se maravilhar quando suba as ladeiras da Acrópole, tudo fará mais sentido.
Museu da Acrópole

Museu da Acrópole – A Sala das Ladeiras da Acrópole

Museu da AcrópoleO Partenón era um enorme templo dedicado a Deusa Atena. Até aí tudo ok, mas o que eu nem imaginava que na subida para visitá-lo haviam inúmeros santuários, bem como lugares de espetáculo. Além de residências privadas.

E são estes santuários, lugares de entretenimento e casas de particulares que a gente vai explorar do térreo ao primeiro andar.

Como estes elementos estavam na subida à Acrópole, esta exposição se encontra em uma espécie de rampa. Diz que a ideia não é genial?

A exposição começa com objetos da Pré História encontrados nesta subida à Acrópole. Datam de 4.000 a 2.000 A.C. Parece ser que depois disso, os habitantes destas ladeiras abandonaram suas casas e foram viver junto à costa.

O santuário do período clássico que mais me chamou atenção estava dedicado a Ninfa, protetora do matrimônio e das cerimônias natrimoniais.

Estão expostos inúmeros “lutroforos”, uma luxuosas vasilhas de barro, totalmente decoradas. Estas vasilhas eram usadas para transportar água para o banho purificador antes do casamento.

Mas, por que estes vasos pararam neste santuário?

Museu da Acrópole – o Casamento na Grécia Antiga

Museu da Acrópole Bem, naquela época os casamentos eram fundamentais socialmente para assegurar descendência legal. Não tinha importância se o pessoal se amava ou não. Era algo a cumprir na vida e ponto*.

As mulheres casavam cedo e na maioria dos casos os maridos eram mais velhos e escolhidos pelo pai ou tutor. O casamento acontecia na casa da noiva, normalmente na lua cheia do mês gamelion (mês de casamento, de mediados de janeiro a mediados de fevereiro).

A cerimônia durava 3 dias, começava no dia anterior ao casamento em si e terminava no dia seguinte.

Na véspera, o pai da noiva oferecia um sacrifício aos deuses, enquanto que a noiva dedicava todos seus brinquedos de criança à Artemis. O que significava que havia acabado a vida de menina. No mesmo dia, as amigas da noiva levavam os lutroforos até o manacial do Rio Kalliroes. Esta água seria utilizada no dia seguinte.

No dia do casamento, eles se banhavam com esta água e ao menos algum dos lutroforos era entregue ao Santuário da Ninfa como forma de pedir proteção ao matrimônio.

Ainda após a cerimônia, a mulher era levada pelo marido à casa de sua família, que seria sua nova casa. Na chegada, seus sogros a rociavam com nozes, frutos secos e moedas e o casal compartilhava um símbólico doce de mel e gergelim.

No dia seguinte era quando acontecia realmente a festa. A noiva recebia presentes de amigos e parentes. Também era quando o pai da noiva dava ao noivo o dote, que podia ser conformado por: dinheiro, móveis, roupas, objetos valiosos e/ou escravos. No caso que o casamento acabasse em divórcio, o dote se devolvia inteirinho ao pai da noiva ou tutor.
Museu da Acrópole

Museu da Acrópole – os Ex-Votos

Prá quem pensa que foram os fieis católicos que inventaram a prática dos ex-votos esdrúxulos, nananana, ainda nesta parte de “subida à Acrópole” se vê a “Oferenda de Praxias”, de mediados do século IV a.C.
Museu da Acrópole
Encontraram esta oferenda no Santuário do Deus Asclepio, o Deus da Medicina e da Saúde. Praxias dedicou este ex-voto ao santuário depois que os olhos de sua esposa se curaram de uma doença.

Museu da Acrópole – o Começo da História da Acrópole – Primeiro Andar

No primeiro andar você vai viajar na história desta rocha que emerge em Atenas. Vai conhecer tudo que aconteceu na Acrópole desde o século XIV a.C. até o século VII d.C. Vai entender a transformação de um acanhado santuário ao mais importante centro religioso e político do seu tempo.
Museu da Acrópole
A quantidade de esculturas é absurda. Muitos Kouros e Kores, as primeiras esculturas arcaicas gregas inspiradas nas esculturas egípcias.

Um dos destaques deste andar é o frontão do primeiro grande templo de Atenas, o Hectatompedón. Um templo de 570 a.C. Ajuda muito ver os relevos numa estrutura e na escala do frontão original.

O escultor devia ter em mente, que as figuras seriam vistas de baixo para cima; que o frontão devia contar uma história relacionada com o templo; que as figuras da ponta iam ficando menores pela própria forma, só prá pensar em 3 critérios!

Também lembre que a maioria das esculturas greco-romanas não eram branquinhas, imaculadas e sim mega coloridas. Dá para ver resquícios de cor no frontão do Hectatompedón.

Museu da Acrópole – a sala do Partenon – Terceiro Andar

Oportunidade única de andar pelo que seria o Partenón. Para recebir as esculturas e relevos do maior templo da Acrópole se construiu uma estrutura de vidro retangular com as mesmas dimensões e a orientação da “cella” do Partenón.
Museu da Acrópole
Museu da Acrópole
Museu da Acrópole
A exposição combina estátuas e relevos originais e cópias de gesso daquelas peças que se encontram no British Museum 🙁

Nesta sala, as vistas da Acrópole são bestiais. Sente num dos bancos junto às enormes janelas. Olhe para aquela reconstrução incrível do Partenon e vá girando lentamente a cabeça até dar com o edifício ali mesmo, na sua frente!
Museu da Acrópole
Só este momento já vale a entrada a este museu. Mas ainda tem mais, restaurações digitais de frisos, para você entender de uma vez por todas, que eram obras-primas e ponto 😉
Museu da Acrópole

Museu da Acrópole – as Cariátides

Falei que tinha mais 😉 Elas, poderosas, maravilhosas, as cariátides. As originais que você estudou na 5a. série ou sei lá quando se estudam agora, na sua frente \o/

Cariátides é o nome dado a todas esculturas ou relevos em forma feminina com função de coluna. Quando a figura é masculina se costuma chamar de Atlante.

Quando visitar a Acrópole verá no Erecteión cópias destas esculturas, por isso a desfrutar. Uma coisinha, não está permitido fotografar-se junto à elas. Uma coisa bem comum em vários museus gregos. Você pode tirar fotos, mas não selfies ou ficar na frente de esculturas e pedir que te tirem uma foto.

As cariátides se encontravam junto à via por onde passava o cortejo das Panateneas (festas em honra de Atena). Estariam dispostas como se formassem parte de um cortejo. Eram 6, mas uma foi roubada em 1803:( O roubo causou tanta comoção, que os atenienses diziam que escutavam durante a noite, os gemidos das demais cariátides, que choravam pela perda de sua irmã.
Museu da Acrópole
Ah, sabe quem roubou? O Lord Elgin. Sabe prá quem ele vendeu? British Museum.

Museu da Acrópole – o Filme

Suba no terceiro andar e dê uma olhada no filme em exibição.

Museu da Acrópole – o Café-Restaurante

Entre um andar e outro tome algo ou almoce no café-restaurante. As vistas são espetaculares. O preço é ajustado a um museu, é mais caro do que comer na rua. Mas repito, que vistas meu amigo, que vistas!

Alguns preços:
Taças de vinho – a partir de 4,20€,
Bolas de sorvete – a partir de 4,10€
Saladas – a partir de 6€
Iogurte grego com frutas e mel – 6€
Sopa do dia – 6,70€
Museu da Acrópole

Museu da Acrópole – a Loja

A loja do museu é ótima. Comprei e recomendo o guia do museu, paguei 15€ em espanhol, mas também está disponível em grego, inglês, francês e alemão.
Museu da Acrópole
Museu da Acrópole

Museu da Acrópole – info Prática

O museu abre em horários diferentes no verão e no inverno. No verão de 1/04 a 31/10:
– segunda-feira das 8:00 às 16:00 horas;
– de terça a quinta-feira das 8:00 às 20:00 horas;
– na sexta das 8:00 às 22:00 horas.
No inverno de 1/11 a 31/03:
– de segunda a quinta-feira das 9:00 às 17:00 horas;
– na sexta das 9:00 às 22:00 horas;
– nos sábados e domingos das 9:00 às 20:00 horas.

O museu não abre nos dias: 1/01, no domingo de Páscoa Ortodoxa Grega, 1/05, 25 e 26 de dezembro. Mas sempre recomendo entrar no site oficial do museu para ver a abertura em dias especiais, como véspera de Natal, etc.
Museu da Acrópole
A entrada é barata: 5€.

Fotografias e vídeos: são permitidos sem flash e tripé, apenas não se permitem fotos na galeria da rampa (das ladeiras da Acrópole) e na Galeria Arcaica.

Site oficial: https://www.theacropolismuseum.gr/en

No ano passado, este museu recebeu 1.666.286 visitantes. Muito longe do número de visitantes à Acrópole, 28 milhões.

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  • Para entender o significado das vasilhas, retirei a explicação dos casamentos daquele período do guia do museu.

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Museu da Acrópole - Atenas Museu da Acrópole - Atenas

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  • Pessoas, pessoas, pessoas ... mesmo num mundo polarizado, são os encontros que marcam nossa existência, enfim que nos fazem felizes. Hoje graças a minha amiga Leidinara do @curitidoce conheci a Kitsten do @travelandabroad que me fez essa foto, que revela como eu sou em dias em que os encontros deixam minha alma leve, leve ... Brigaduuuu Kitsten e Lola 🥰

#fotografamadrid #madri #museoreinasofia #photoshoot #hapiness
  • Olha a quantidade de pássaros no lago do  Parque del Retiro 😱

O clima está meio maluco. Choveu, fez sol, frio, nem tanto, tá parecendo Curitiba 😂

#parquedelretiromadrid #madridlovers❤️ #roteiromadri
  • Você está participando do #lendoarte2020? Se está, tenho uma baita novidade, a criação de um guia de leitura. Como o livro do Will Gompertz não traz muitas imagens, vou colocar nesse guia, as imagens das obras citadas e material extra para quem tiver a fim de saber mais sobre o tema tratado a cada capítulo. ⁣
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O post está no www.turomaquia.com (coloque o link na bio) e nele pouco a pouco vão aparecer todos os capítulos. Hoje já pode consultar o material do capítulo1, mas até o final da semana, nesse mesmo link terão à disposição as imagens dos capítulos 2 e 3. Curtiu a ideia? Tem alguma sugestão de outras coisas que gostaria de ver nesse "Guia de Leitura do Isso é Arte"?⁣
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Post: http://bit.ly/isso-e-arte⁣
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#issoearte #willgompertz #historiadaarte #lendoarte #duchamp #elsa #afonte #artemoderna #arteconceitual
  • Me comportei muito bem, olha só o que os Reis trouxeram do Oriente 😜😜😜 #presentesdenatal #livrodemoda #livrodearte #maximhuerta #klimt #pullandbear #itcosmetics
  • O primeiro mangá da Editora Pipoca & Nanquim lançado em 2018. O personagem nos leva pelas salas do Louvre acompanhado por uma de suas divas. É uma edição linda e de grande formato. ⁣
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O que eu achei mais legal foi que o autor fala de alguns artistas que não são aqueles mais buscados pelos turistas. É claro que Da Vinci aparece, mas também um pouco conhecido pelo grande público, Daubigny.⁣
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O livro não se restringe ao Museu do Louvre, o personagem viaja a uma cidade próxima à Paris para se encontrar com outro grande artista ;)⁣
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É uma leitura rápida. Daqueles livros para deixar na mesa da sala e rever os desenhos, bem como para  proporcionar às nossas visitas algo muito mais lindo e interessante do que uma revista de fofocas ;) #desafio1livropormês #livrosdearte #turolivros #mangaartist #louvremuseum #jirotaniguchi #pipocaenanquimeditora
  • Uma alegoria do sonho americano através da saga de uma família imigrante, os Levov. O personagem principal que parece ser e ter tudo, vê pouco a pouco como sua vida desmorona, ou melhor, a visão da perfeição que ele tinha de si mesmo e de todos aqueles que o rodeavam.⁣
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Uma novela que fala sobre nossa humana debilidade em sempre tentar encontrar motivos, razões pelas quais coisas ruins, estranhas, sem sentido, acontecem em nossas vidas. E portanto, também é uma ode (de certa forma) à perda da inocência. ⁣
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Philip Roth ganhou o Prêmio Pulitzer por essa novela  em 1998.⁣
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Li o e-book e curti muito até os 70%, depois achei meio arrastado. Mas ninguém pode dizer que o final não é surpreendente.⁣
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"Viver é entender as pessoas errado, entendê-las errado, errado e errado, para depois, reconsiderando tudo cuidadosamente, entender mais uma vez as pessoas errado. É assim que sabemos que continuamos vivos: estando errados. Talvez a melhor coisa fosse esquecer se estamos certos ou errados a respeitos das pessoas e simplesmente ir vivendo do jeito que der. Mas se você é capaz de fazer isso ... bem, boa sorte".⁣
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"Ele aprendera a pior lição que a vida pode ensinar - que ela não faz sentido. E quando isso acontece, a felicidade nunca mais é espontânea. É artificial e, mesmo então, obtida ao preço de um tenaz alheamento de si mesmo e da própria história".⁣
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"Quem é que está preparado para a tragédia e para o absurdo do sofrimento? Ninguém. A tragédia do homem despreparado para a tragédia - esta é a tragédia do homem comum".⁣
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"O que o estava deixando espantado era como as pessoas pareciam correr para longe de si mesmas, correr para longe da matéria mesma, qualquer que fosse ela, que fizera dessas pessoas aquilo que eram e, assim drenadas de si mesmas, elas se transformavam no tipo de gente de quem, em outros tempos, elas mesmas teriam sentido pena". ▶️ Para comprar ou saber mais, clique no link da bio.

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