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nov 28 2012

Campo de Concentração de Sachsenhausen – Guia prático de visita

Sachsenhausen foi construído no verão de 1936, pensado para ser o campo modélico do sistema. Além de estar comodamente próximo da capital (Berlim), aqui realizavam o treinamento do pessoal ques eria enviado para os demais campos.
Sachsenhausen - Campo de Concentração

É uma visita que combina bem com uma viagem a Berlim. De trem se chega em 25/30 minutos. A entrada é gratuita, mas aconselho o aluguel do audio-guia. Custa 3€, é oferecido em alemão, inglês, francês, espanhol, italiano e holandês. Junto ao aparelho, receberão um mapa, também indispensável para a visita.

O lugar é enorme. Boa parte dos barracões dos presos foi destruída, e em seu lugar vemos um grande cubo de concreto com o número que recebia o correspondente edifício entre 1936 e 1945. Quase se agradece que grande parte das edificações não esteja de pé. Porque com o que restou, a imagem já é suficientemente dura.
Sachsenhausen - Campo de Concentração

Para realmente entender tudo que passava por aqui, é fundamental o audio-guia. Há cartazes interpretativos, mas sempre em inglês e alemão, onde as informações são um pouco mais técnicas. O audio-guia é mais “humano”, e claro por vezes demasiado ilustrativo.
Sachsenhausen - Campo de Concentração Sachsenhausen - Campo de Concentração

Com o final da guerra, o lugar foi ocupado pelo serviço secreto soviético. Converteu-se em prisão de nazis. O ser humano é irremediável 🙁 Ao menos não usaram mais o crematório e as demais instalações de extermínio.
Sachsenhausen - Campo de Concentração

Em 1948, Sachsenhausen era o maior dos campos especiais soviéticos. De 1945 a 1950 recebeu 60.000 prisioneiros. Isto só nesta fase! Destes 60.000, imaginem que mesmo sem o uso das técnicas de extermínio, 12.000 morreram por doenças ou desnutrição.

Sinceramente, não levaria crianças pequenas. Não tem sentido tanta dor, e até os 9/10 anos não acredito que tenham o necessário discernimento e conhecimento para que possam compreender o que verão.

Entre chegar até aqui e o percurso em si, a visita leva umas 4/5 horas. Para voltar pouco a pouco ao nosso mundo, nada melhor que na saída adoçar a boca e celebrar a vida com as tortas da confeitaria que fica quase em frente ao museu (Café Talk). O corpo vai agradecer esta pausa, depois desta visita que chegará nas tuas entranhas, você queira ou não.
Sachsenhausen - Campo de Concentração
Sachsenhausen - Campo de Concentração

Para chegar
De transporte público dá para pegar o trem regional RE5 desde a Estação Central de Trem, ou o RB12 desde a Estação Berlin-Lichtenberg. Eu peguei o S-Bahn linha S1. Nos três casos, desça em Oranienburg.

Da estação até Sachsenhausen calcule uma caminhada de 15/20 minutos totalmente sinalizada. Também dá para pegar na praça da estação o ônibus 804. O problema é que ele passa a cada hora 🙁

O lugar abre todos os dias, de 15 de março a 14 de outubre das 08:30 às 18:00 horas. De 15 de outubro a 14 de março das 08:30 às 16:30 horas.

E-mail: info@gedenkstaette-sachsenhausen.de
Site: http://www.stiftung-bg.de/index.html

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fotos e video: turomaquia_2010

5 Comentários

  1. Manoelita

    Falar em descanso do corpo . Essa foi horrivel

    responder
  2. Henrique

    Essa 1ª foto sorrindo na frente de um Campo de Concentração é, no minimo, de extremo mau gosto. Que falta de noção ! Isso é lugar para sorrir ?!!!
    Até me surpreendi pq o Turomaquia é um blog legal…:(

    responder
    • Patricia de Camargo

      Oi Henrique, esta foto é antes da entrada. Não espelha o que sentimos lá dentro, mas o momento chuva torrencial que pegamos para chegar. Ao colocar os pés neste lugar, realmente é impossível esboçar qualquer sentimento de alegria. Assim como, quando uma pessoa sai de carro e dá de cara com crianças abandonadas ou vê as notícias das centenas de pessoas que morrem a cada dia no Oriente Médio 🙁

      responder
  3. Alan

    Putz! Tem cada comentário que vou te dizer…

    Enfim, mto legal o post! Vou tentar dar um pulo lá…

    responder
    • Patricia de Camargo

      Alan, faz parte da democracia da Internet 🙂 Se você conseguir visitar, depois me contou o que achou!

      responder

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  • Depois de ver a série sobre Chernobyl na HBO, decidi comprar o livro da bielorussa e ganhadora do Nobel da Literatura, Svetlana Alexiévich. 🌟Madre mía, que livro. Para quem assistiu a mini série, a história do bombeiro e sua esposa é uma das que aparece nesse conjunto de entrevistas que pouco a pouco conformam diante de nossos olhos a história das pessoas invisíveis e muitas delas “desaparecidas” graças ao acidente de Chernobyl.

Essas vozes vão desenhando o que verdadeiramente aconteceu naquele 26 de abril de 1986 e nos meses subsequentes. E no fundo, vamos compreendendo como se forjou o caráter soviético resignado de entregar à própria vida ao Estado.

Entramos na vida de pessoas que de crianças sofreram com o Cerco a Leningrado (atual São Petersburgo) e que por ironia do destino hoje vivem na enorme área afetada pelo desastre. ➡️ Mas que vivem, sobrevivem vendo crianças que sucumbem aos mais diversos tipos de câncer, mulheres e homens que não podem ter filhos e um desalento que lhes leva a viver de glórias  e tempos passados. Porque além do desastre, das casas que deixaram, dos seres amados que perderam, também viram como seu mundo inteiro desabava com a quebra do bloco soviético.

A escrita de Svetlana é brilhante e como o outro livro que comentei “Pátria”, devia ser outra leitura obrigatória no Ensino Médio. Daqueles livros que fazem com que saímos da zona de conforto do nosso próprio umbigo, porque nos revela um sofrimento que dificilmente quaisquer de nós poderia suportar. Uma zona do mundo onde reina a desesperança. (Link da edição em português na bio)

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  • Nem só do mosteiro vive Alcobaça. Dá uma olhada nas primeiras fotos 🤪 Preparei um guia completo para você desfrutar muito da cidade e do seu Patrimônio Mundial da Humanidade. Link na bio 👈🏽 #alcobaca #portugalovers #foodlovers #ondecomeremportugal #centrodeportugal #restauranteportugal #patrimoniomundialdelahumanidad
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