Guias de Viagem e Arte

 
 
abr 26 2016

Bailarina reproduz obras de Degas

Dê o play e desfrute da trilha sonora perfeita para sua leitura 😉

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Os impressionistas estavam fascinados pelo movimento, algo tão característico da modernidade. Daí que temáticas como os trens, as massas de pessoas nas grandes cidades e os cavalos nas hípicas apareçam constantemente em suas obras. Mas Degas (1834-1917) além de todos estes temas, tinha uma obsessão especial pelo mundo da balé.

Realizou centenas de aquarelas, gravuras, desenhos, pastéis e esculturas que mostram os ensaios, as aulas intermináveis, os teatros e as protagonistas, aquelas meninas que viviam uma vida de muitos sacrifícios e que em sua maioria vinham de famílias pobres.

Acho que ele lhes devolveu a dignidade que muitas vezes lhes era tirada, tal qual fez Velázquez com sua série de anões. Porque o ambiente que estavam imersas estas meninas não era o melhor, inclusive com cenas de prostituição de menores entre bastidores.

Mas com a devida distância, nosso olhar é de ternura. Degas trabalha com cores pastéis, dá ainda mais leveza aos passos, capta cenas íntimas que delatam esgotamento físico. Sob esta perspectiva, Misty Copeland dentro de um projeto lindo, o NYC Dance, reproduz conjuntamente com Ken Browar e Deborah Ory, algumas dessas obras do artista impressionista.

Misty Copeland é a primeira bailarina negra a ganhar o posto de principal no American Ballet Theatre. No seu livro “Life in Motion (English Edition)”, ela se refere a si mesma como a “bailarina improvável”, sua história é inspiradora! (Assista o segundo vídeo!). No trailer do filme que conta sua trajetória, Misty explica sua paixão: “No ballet encontrei a minha voz”.

O resultado é uma releitura de obras criadas entre o final do século 19 e comecinho do século 20, que apareceram na Revista Bazaar de fevereiro deste ano (2016).
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Não deixe de visitar o site dos artistas Ken Browar e Deborah Ory, as fotos são incríveis! Também vale a pena ler a entrevista de Misty Copeland na Bazaar, clicando aqui.
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Imagens: Harpers Bazaar e NYCDance Project

1 Comentário

  1. Monica

    Maravilhoso! Obrigada por compartilhar. Bjs

    responder

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  • Pessoas, pessoas, pessoas ... mesmo num mundo polarizado, são os encontros que marcam nossa existência, enfim que nos fazem felizes. Hoje graças a minha amiga Leidinara do @curitidoce conheci a Kitsten do @travelandabroad que me fez essa foto, que revela como eu sou em dias em que os encontros deixam minha alma leve, leve ... Brigaduuuu Kitsten e Lola 🥰

#fotografamadrid #madri #museoreinasofia #photoshoot #hapiness
  • Olha a quantidade de pássaros no lago do  Parque del Retiro 😱

O clima está meio maluco. Choveu, fez sol, frio, nem tanto, tá parecendo Curitiba 😂

#parquedelretiromadrid #madridlovers❤️ #roteiromadri
  • Você está participando do #lendoarte2020? Se está, tenho uma baita novidade, a criação de um guia de leitura. Como o livro do Will Gompertz não traz muitas imagens, vou colocar nesse guia, as imagens das obras citadas e material extra para quem tiver a fim de saber mais sobre o tema tratado a cada capítulo. ⁣
⁣
O post está no www.turomaquia.com (coloque o link na bio) e nele pouco a pouco vão aparecer todos os capítulos. Hoje já pode consultar o material do capítulo1, mas até o final da semana, nesse mesmo link terão à disposição as imagens dos capítulos 2 e 3. Curtiu a ideia? Tem alguma sugestão de outras coisas que gostaria de ver nesse "Guia de Leitura do Isso é Arte"?⁣
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Post: http://bit.ly/isso-e-arte⁣
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#issoearte #willgompertz #historiadaarte #lendoarte #duchamp #elsa #afonte #artemoderna #arteconceitual
  • Me comportei muito bem, olha só o que os Reis trouxeram do Oriente 😜😜😜 #presentesdenatal #livrodemoda #livrodearte #maximhuerta #klimt #pullandbear #itcosmetics
  • O primeiro mangá da Editora Pipoca & Nanquim lançado em 2018. O personagem nos leva pelas salas do Louvre acompanhado por uma de suas divas. É uma edição linda e de grande formato. ⁣
⁣
O que eu achei mais legal foi que o autor fala de alguns artistas que não são aqueles mais buscados pelos turistas. É claro que Da Vinci aparece, mas também um pouco conhecido pelo grande público, Daubigny.⁣
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O livro não se restringe ao Museu do Louvre, o personagem viaja a uma cidade próxima à Paris para se encontrar com outro grande artista ;)⁣
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É uma leitura rápida. Daqueles livros para deixar na mesa da sala e rever os desenhos, bem como para  proporcionar às nossas visitas algo muito mais lindo e interessante do que uma revista de fofocas ;) #desafio1livropormês #livrosdearte #turolivros #mangaartist #louvremuseum #jirotaniguchi #pipocaenanquimeditora
  • Uma alegoria do sonho americano através da saga de uma família imigrante, os Levov. O personagem principal que parece ser e ter tudo, vê pouco a pouco como sua vida desmorona, ou melhor, a visão da perfeição que ele tinha de si mesmo e de todos aqueles que o rodeavam.⁣
⁣
Uma novela que fala sobre nossa humana debilidade em sempre tentar encontrar motivos, razões pelas quais coisas ruins, estranhas, sem sentido, acontecem em nossas vidas. E portanto, também é uma ode (de certa forma) à perda da inocência. ⁣
⁣
Philip Roth ganhou o Prêmio Pulitzer por essa novela  em 1998.⁣
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Li o e-book e curti muito até os 70%, depois achei meio arrastado. Mas ninguém pode dizer que o final não é surpreendente.⁣
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"Viver é entender as pessoas errado, entendê-las errado, errado e errado, para depois, reconsiderando tudo cuidadosamente, entender mais uma vez as pessoas errado. É assim que sabemos que continuamos vivos: estando errados. Talvez a melhor coisa fosse esquecer se estamos certos ou errados a respeitos das pessoas e simplesmente ir vivendo do jeito que der. Mas se você é capaz de fazer isso ... bem, boa sorte".⁣
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"Ele aprendera a pior lição que a vida pode ensinar - que ela não faz sentido. E quando isso acontece, a felicidade nunca mais é espontânea. É artificial e, mesmo então, obtida ao preço de um tenaz alheamento de si mesmo e da própria história".⁣
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"Quem é que está preparado para a tragédia e para o absurdo do sofrimento? Ninguém. A tragédia do homem despreparado para a tragédia - esta é a tragédia do homem comum".⁣
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"O que o estava deixando espantado era como as pessoas pareciam correr para longe de si mesmas, correr para longe da matéria mesma, qualquer que fosse ela, que fizera dessas pessoas aquilo que eram e, assim drenadas de si mesmas, elas se transformavam no tipo de gente de quem, em outros tempos, elas mesmas teriam sentido pena". ▶️ Para comprar ou saber mais, clique no link da bio.

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