Guias de Viagem e Arte

 
 
jun 04 2012

Queenstown para os fortes – Vamos de bungy jump

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Finalzinho do post anterior: Estando na capital mundial dos esportes radicais, fomos atrás de um pouco mais de emoção marcando para fazer o maior bungy jump do mundo na época (atualmente é na Africa do Sul): o Nevis Jump.

Onde acontece o salto fica aproximadamente a 40 minutos do centro. O salto custa NZD$ 260, inclui tranfer e video do salto. Fizemos a reserva em um grupo de 6 pessoas (brasileiros e chilenos), durante o transfer é tudo muito bacana, todos planejando como iriam “voar” 🙂

Chegando no alto do local, o primeiro choque: o canyon onde passa um rio no meio! A partir disso, dois problemas, uma cabine suspensa entre o canyon, e que o rio no qual passamos na subida se transformou num pequeno filete de água.

Começa o processo de pesagem e colocação do equipamento, nessa hora as vozes começam a diminuir, o grupo parte para a cabine, o que nos leva até lá??? Um teleférico, nesse momento o medo passa desapercebido, pois os olhos só avistam a cabine e o fato de estar pagando para pular no meio do nada. Últimos preparos, foi quando descobri um novo patamar da palavra medo, não tinha a menor idéia do que eu estava fazendo ali e o pior é que os instrutores falavam em inglês e naquele momento eu nem em português conseguia falar. Posicionado na beirada, depois de hesitar um pouco e tentar que alguém me entendesse em português, respirei…. 3, 2 ,1 JUMP!!!
Queenstown - Nova Zelandia Queenstown - Nova Zelandia
Queenstown - Nova Zelandia
Queenstown - Nova Zelandia

O prazer de voar, uma sensação maravilhosa, só o barulho do vento e os segundos parecem ser horas, o próximo sentimento é, já estou caindo a muito tempo, estaria na hora da corda tracionar, logo o alivio de se sentir preso a ela, todo esse turbilhão em 8,5 segundos!!!

A volta a cabine e depois à plataforma é uma abundância de adrenalina e a cada um que salta mais gritos, a comemoração vai tomando conta de todos, menos daquele que está ainda por saltar.
Queenstown - Nova Zelandia

De volta ao centro, todos vestindo a capa imaginária do super-homem, afinal tínhamos acabado de voar, a primeira parada foi a compra de cervejas para a comemoração no hostel. Onde sempre se juntam pessoas vindas de todos os lados, afinal Queenstown é uma cidade turística, e cheia de gente disposta a compartilhar suas experiências. O tema principal na noite era esportes radicais, entre eles os bungy jump (http://www.bungy.co.nz/), passeio de lancha em alta velocidade (http://www.kjet.co.nz/,US$110), rafting(http://www.raft.co.nz/, US$195), entre outros.

Antes de sairmos novamente aos bares, descobrimos uma brincadeira local: ir para a noite com os escritos das informações do salto (peso e densidade da corda) nas mãos e a cada encontro com outras pessoas com as mãos riscadas, um brinde entusiasmado.
Queenstown - Nova Zelandia
Queenstown - Nova Zelandia

Mais uma noite pelos bares do centro, no entanto essa termina de maneira diferente, com a descoberta da “Fergburger” (http://www.fergburger.com) uma hamburgueria aberta de madrugada com uma história inusitada sobre o “Mr. Big Stuff”. Reza a lenda que um cliente quebrou a mandíbula ao comer o hambúrguer devido ao tamanho. Há quadros com depoimentos de médicos, contando o fato e risco de comer o super hambúrguer, não deixei por menos, fomos a ele, estava muito bom, e realmente é gigante, ressalvas para o fato de estar no final da noite após uma festa.
Queenstown - Nova Zelandia

Para ler a primeira parte, clique aqui. Para saber quando sai o próximo texto do Daniel curta nossa página no Facebook 🙂

texto e fotos: Daniel Portella

6 Comentários

  1. virginia camargo

    Uau que emocao nem preciso ir mais ja senti muito bom.Materia super interessante.Parabens……………Turomaquia

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  2. Agustin Becker

    Bah Daniel, muito massa o post, quero muito fazer esse salto!!!!
    valeu cara!

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  3. Clarissa Donda

    Adorei o post! Estive na NZ, mas o medinho não me deixou pular do Nevis… Me contentei com o Bungee de Taupo mesmo (o lago era lindo, lindo, lindo – fica mais fácil ser convencida assim!).

    Só uma coisa que eu não gostei na época, nem um pouco: acho nada a ver eles marcarem o nosso peso na mão – (convenhamos que para a ala feminina, isso é o top da informação confidencial que não deve ser visível a todos – ainda mais em uma viagem por um país cujos pubs e comidas são, digamos, fartos…hahahaah :P)

    Mas continue com os relatos! EStamos curtindo daqui!

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  4. Daniel Portella

    Pessoal confesso que lendo o post depois de publicado, mais um vez, tranquei a respiração quando ia chegando a hora de saltar…hehehehehhe, mas super recomendo. Clarrissa, realmente o lago do salto em Taupo é fantastico, de uma cor que não saberia descrever.
    Não tinha pensando o quão publica fica essa informação sobre o peso, temos que bolar um codigo com letras e numeros para o peso das gurias que vão saltar 😀
    Muito obrigado a todos pelas palavras e vamos continuar com mais alguns post sobre a Nova Zelândia!!!
    Abraço

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  5. Mariana

    Muito bom!!!!abração!!!

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  6. Maria Luiza Mezzomo

    ahãm, pulei!

    responder

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  • Publiquei a última parte do guia de leitura desse mês. Lembre que nosso bate-papo sobre ele vai rolar no dia 27 de fevereiro às 19:30 horas no YouTube - Patricia de Camargo. Ah, é o guia vc encontra no www.turomaquia.com 🤓

#lendoarte #seurat #nationalgalleryoflondon #pontilhismo #historiadaarte #artemoderna #issoearte
  • Sentados no chão do café da Galeria degli Uffizi tomando um aperol spritz após a visita. E você acha que a gente tá com cara de infeliz?! 😂😂 Esse é um baita museu, mas que tem um café minúsculo, então não tivemos muita alternativa e estávamos mortos depois de 6 horas entre obras 🤷🏽‍♀️ Qual foi o café ou restaurante que você mais curtiu dentro de um museu?

#galeriadegliuffizi #firenzelovers #artmuseum #museu #italyart
  • Mostro pouco minha cidade por aqui. Mas uma das minhas resoluções de ano novo é resolver essa pendência 🥳 
#laspalmasdegrancanaria #vegueta #grancanarialovers🖤 #canaryislands
  • Dica Londres: vai para a cidade até 15 de março? Visite a exposição temporária de Dora Maar no Tate Modern. ⁣
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Está simplesmente maravilhosa. Perfeita para você entender como ela passou de atuar como fotógrafa para grandes revistas de moda a ser uma dos bastiões do surrealismo. É claro que falam da sua relação com o Picasso, mas fiquei sabendo lá que ela além de fotografar todo o processo de desenvolvimento do Guernica, também deu algumas pinceladas no quadro e que Picasso se inspirou em uma de suas obras para colocar aquela lâmpada olho no quadro que virou símbolo da luta contra a guerra.⁣
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Para entrar na coleção do Tate você não paga nada, mas as exposições temporárias são pagas. Essa custa 13 libras e vale cada centavo! Evite os finais de semana quando os londrinos também vão em massa ao museu.⁣
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#doramaar #tatemodern #londresmuseu #oqueveremlondres #exposiçoesquevalemapena #artemoderna #historiadaarte #surrealismo
  • Dica de Londres: Sky Garden - Vista bacanuda e gratuita. Numa cidade em que a maioria dos mirantes são caros, é quase uma dádiva ;) ⁣
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O Sky Garden fica na City of London e para subir basta com reservar pelo site: https://skygarden.london/booking ⁣
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Como tem uma varanda aberta, no inverno faz frio lá em cima, por isso vá preparada(o)!⁣
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Hoje por exemplo, dia 03/02 já estão abertas as reservas até 1/03. Lá em cima dá para comer alguma coisa, beber um drink. Abre de segunda a sexta das 10:00 às 18:00 horas. Nos finais de semana e feriados, das 11:00 às 21:00 horas.⁣
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#skygardenlondon #mirantelondres #londresdesdecima #londonlovers #londonviews
  • Dica de Londres: na real essa dica quem me deu foi a clarissa do @dondeandoporlondres. Estava fazendo umas pesquisas em Londres e ela me disse que devia ir a Guildhall Art Gallery. Sai do Sky Garden e fui caminhando até o centro administrativo da City of London. O lugar em si já tem uma atmosfera difícil de explicar. Mas vamos lá, você vem andando entre arranha-céus, passa por edifícios neoclássicos da Justiça e de repente entra numa espécie de praça com um chão lindo e edifícios que te abraçam na sua escala. Ou seja, são grandes, mas depois de passar pela selva de pedra, parecem casas, se é que você me entende ;)⁣
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Como todos os grandes museus londrinos, a entrada é gratuita. Exceto, quando abriga exposições temporárias. Primeira surpresa: os restos arqueológicos da cidade romana: Londinium, construída no século 1 d.C. e que chegou a ter entre 20.000 e 30.000 habitantes. No subsolo do Guidhall Art Gallery poderá ver alguns dos restos arqueológicos numa montagem prá lá de didática.⁣
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As salas da galeria abrigam pintura vitoriana, ou seja, produzida entre 1837 e 1901, durante o reinado da Rainha Vitória. São vários estilos, pois essa denominação é temporal. As pinturas estão divididas por tema que te mostram como era a sociedade da época. ⁣
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Assisti parte de um tour gratuito e se você tem um inglês intermediário, acho que valeria a pena dar uma olhada se no horário da sua visita não tem nenhum acontecendo. ⁣
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Uma das peças-estrela do museu é "La Ghirlandata", pintura pré-rafaelita de Dante Gabriel Rossetti. Mas que infelizmente está sendo restaurada nesse momento. Mas mesmo assim, vale a pena a visita. Calcule entre 30 minutos e 1 hora para a visita. ⁣
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