Guias de Viagem e Arte

 
 
nov 21 2016

Canopos | Pra que serviam estes vasos encontrados ao lado das múmias?

Canopos - Arte egípcia
Canopos - Arte egípcia
Este vaso era um dos canopos. Cada um dos canopos tinha uma tampa com forma distinta da outra. Isto porque dependendo da tampa, o conteúdo era diferente. Eram muito importantes no Antigo Egito. Porque neles se quardavam as vísceras dos defuntos.

Lembre que para os egípcios havia uma vida após a morte. Mas para poder aproveitá-la era necessário que o corpo fosse preservado, por isso eles embalsamavam seus mortos. Para que o embalsamento fosse perfeito era necessário tirar algumas partes do corpo, que deveriam ser mantidas intactas porque o morto iria necessitá-las na outra vida. Elas eram lavadas, embalsamadas e colocadas nos canopos. E os canopos eram colocados dentro de uma caixa especial com quatro divisões para recebê-los.
Canopos - Arte egípcia
Os primeiros canopos não foram em forma de vaso, eram simplesmente cofres ou buracos nas paredes das tumbas. Os vasos foram uma evolução na arte funerária, que na verdade vai dominar toda a arte egípcia.

Este nome é meio equivocado. Os escritores clássicos pensavam que estes vasos eram os mesmos que haviam sido encontrados na cidade de Canopos. Acontece que sua função era diferente, mas o nome acabou pegando e foi mantido até hoje.

Veja nesta imagem os quatro vasos juntos. O primeiro com formato de cabeça humana, se chama Amset ou Imseti era onde se guardava o fígado. No segundo Hapi ou hapy com forma de cabeça de babuíno, estavam os pulmões. No terceiro – Kebehsenuf – com forma de cabeça de falcão, os intestinos. E no último – Duamutef – o estômago.

Foto: Nina Aldin Thune

Para vê-los? Podem ser vistos em diferentes museus. Mas estes que aparecem neste post, podem ser vistos no Neues Museum, em Berlim (com os 4 canopos) e no Metropolitan Museum, de New York.

Para saber mais sobre a arte egípcia:

Veja todos os posts de ARTE, clicando aqui. Viaje na arte comigo 🙂

Madri - Guia do Prado
Guia Louvre
Guia de Museu | Guia Galeria degli Uffizi

2 Comentários

  1. Carmen

    ¡Super interesante, didáctico y clarificador!
    Me gustan mucho estas entradas relacionadas con el Arte. Unir Arte y Viajes me parece muy inteligente.

    responder
    • Patricia de Camargo

      Gracias Carmen 🙂

      responder

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  • Depois de ver a série sobre Chernobyl na HBO, decidi comprar o livro da bielorussa e ganhadora do Nobel da Literatura, Svetlana Alexiévich. 🌟Madre mía, que livro. Para quem assistiu a mini série, a história do bombeiro e sua esposa é uma das que aparece nesse conjunto de entrevistas que pouco a pouco conformam diante de nossos olhos a história das pessoas invisíveis e muitas delas “desaparecidas” graças ao acidente de Chernobyl.

Essas vozes vão desenhando o que verdadeiramente aconteceu naquele 26 de abril de 1986 e nos meses subsequentes. E no fundo, vamos compreendendo como se forjou o caráter soviético resignado de entregar à própria vida ao Estado.

Entramos na vida de pessoas que de crianças sofreram com o Cerco a Leningrado (atual São Petersburgo) e que por ironia do destino hoje vivem na enorme área afetada pelo desastre. ➡️ Mas que vivem, sobrevivem vendo crianças que sucumbem aos mais diversos tipos de câncer, mulheres e homens que não podem ter filhos e um desalento que lhes leva a viver de glórias  e tempos passados. Porque além do desastre, das casas que deixaram, dos seres amados que perderam, também viram como seu mundo inteiro desabava com a quebra do bloco soviético.

A escrita de Svetlana é brilhante e como o outro livro que comentei “Pátria”, devia ser outra leitura obrigatória no Ensino Médio. Daqueles livros que fazem com que saímos da zona de conforto do nosso próprio umbigo, porque nos revela um sofrimento que dificilmente quaisquer de nós poderia suportar. Uma zona do mundo onde reina a desesperança. (Link da edição em português na bio)

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