Guias de Viagem e Arte

 
 
mar 17 2009

De Desterro a Florianópolis – Uma visita à capital catarinense

Meio zumbis, saímos do Paque Nacional Aparados da Serra e pegamos o que deveria ser um atalho e a coisa ficou meio feia em uma estrada cheia de pedras e muita terra. Mais depois de um tempo conseguimos entrar novamente na BR-101 para Garopaba, que apenas foi utilizada como ponto de descanso.

No dia seguinte, já outra vez recompostos, partimos a tão esperada Florianópolis. O Tom se encantou logo de cara. Na entrada da ilha, passamos pelo Centro de Informações Turísticas e resolvemos contratar um guia da Embratur. Somente passaríamos um dia e meio em Floripa, e como o Tom sempre gosta de saber a história local parecia a melhor opção. E realmente foi. Pagamos na época R$ 50,00 e ele passou todo o dia conosco. Utilizamos nosso carro, porque era mais caro se utilizássemos o carro do próprio guia. Esta já não sei se foi uma decisão acertada, porque ele somente avisava na hora “h” que íamos virar, trocar de pista e tal, e isso me gerou um pouco de stress rodoviário.

Tirando este momento desabafo, já quero avisar que este não é o post definitivo sobre Floripa, que voltarei a falar desta capital em outro momento.

Um pouquinho de história … Em 1514 os protugueses chegaram nesta região, e em 1526 os espanhóis. Apesar de tantas visitas ilustres, o povoamento oficial apenas ocorreu em 1673, e cinco anos mais tarde se construiu uma capela à Nossa Senhora Do Desterro, e daí seu primeiro nome – Desterro. Apenas em 1726 foi elevada à condição de vila, e em 1823 se converteu na capital da província de Santa Catarina.

Mas por que mudou de nome? Por causa da Revolução Federalista. Esta revolução que começou no Rio Grande Do Sul, pronto alcançou Santa Catarina, tanto que Desterro foi nomeada a capital federalista da nova república. Lembra que eles queriam separar-se do resto do Brasil. Mas o presidente daquela época, o Marechal Floriano Peixoto acabou com a alegria “exterminando” com a revolução e seus líderes. Para mostrar sua gratidão e lealdade, a cidade trocou seu nome em 1894 para Florianópolis, ou seja, a cidade de Floriano!

Bem, na cidade de Floriano, mas conhecida como Floripa, iniciamos nossa volta turística pelo lugar mais apropriado – o Morro da Cruz, antigamente Pau da bandeira, porque aqui se colocavam sinais e aviso aos barcos. Na virada do século XIX para o século XX se colocou a cruz, que passou a dar nome ao lugar. O morro está à 450 metros acima do nível do mar e nos dá uma visão descomunal da capital e te ajuda a entendê-la, assim não deixe de visitá-lo.

De Desterro a Florianópolis

De Desterro a Florianópolis
Vista dos anos 1930

De Desterro a Florianópolis

Depois desta parada estratégica partimos para o litoral norte da ilha …

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Destaque do post:
Turismo em Florianópolis
Mirante Morro da Cruz

Fotos atuais: turomaquia_2005
Fotos antigas: Universidade Federal de Santa Catarina

Postado por Patricia de Camargo | Marcadores:

4 Comentários

  1. SÍLVIA OLIVEIRA

    Gostei do conceito “não é um post definitivo”. Eu também gosto de falar de particularidades, de experiências, ou até fazer uma crônica de algum lugar sem ter de destrinchá-lo obrigatoriamente. E em Floripa meu caso foi justamente esse. Sempre vou correndo… e quero voltar com calma para realmente mostrar a ilha! beijos!

    responder
  2. Patricia de Camargo

    Silvinha é exatamento esta questão, tenho mais coisas de Floripa, mas como estou contando sobre um roteiro concreto quero me manter naquilo que realmente fizemos. Mas amanhã vou contar sobre uma praia que não fui, mas é cotada como a mais linda da ilha!Beijos

    responder
  3. Aguinaldo V. Fidelis

    Só para registrar que a mudança do nome da cidade de Desterro para Florianópolis não se deu em 1814 (D. João VI e as cortes portuguesas ainda estavam no Brasil, fugidos de Napoleão Bonaparte) e sim em 1º de outubro de 1894. Um abraço

    responder
    • Patricia de Camargo

      Aguinaldo, muito obrigada! Já arrumei! Encontrei a Lei 111 de 1/10/1894.
      Um abraço

      responder

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  • Depois de ver a série sobre Chernobyl na HBO, decidi comprar o livro da bielorussa e ganhadora do Nobel da Literatura, Svetlana Alexiévich. 🌟Madre mía, que livro. Para quem assistiu a mini série, a história do bombeiro e sua esposa é uma das que aparece nesse conjunto de entrevistas que pouco a pouco conformam diante de nossos olhos a história das pessoas invisíveis e muitas delas “desaparecidas” graças ao acidente de Chernobyl.

Essas vozes vão desenhando o que verdadeiramente aconteceu naquele 26 de abril de 1986 e nos meses subsequentes. E no fundo, vamos compreendendo como se forjou o caráter soviético resignado de entregar à própria vida ao Estado.

Entramos na vida de pessoas que de crianças sofreram com o Cerco a Leningrado (atual São Petersburgo) e que por ironia do destino hoje vivem na enorme área afetada pelo desastre. ➡️ Mas que vivem, sobrevivem vendo crianças que sucumbem aos mais diversos tipos de câncer, mulheres e homens que não podem ter filhos e um desalento que lhes leva a viver de glórias  e tempos passados. Porque além do desastre, das casas que deixaram, dos seres amados que perderam, também viram como seu mundo inteiro desabava com a quebra do bloco soviético.

A escrita de Svetlana é brilhante e como o outro livro que comentei “Pátria”, devia ser outra leitura obrigatória no Ensino Médio. Daqueles livros que fazem com que saímos da zona de conforto do nosso próprio umbigo, porque nos revela um sofrimento que dificilmente quaisquer de nós poderia suportar. Uma zona do mundo onde reina a desesperança. (Link da edição em português na bio)

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