08 febrero, 2010

Metrô de Lisboa: um poucadinho complicado na hora de pagar

Lisboa, Alfama

Lisboa é um encanto, isto é um fato. Entretanto, como sempre existe um mas, no caso da capital portuguesa este é pequeno, mas imprenscindível para o viajante: o sistema de metrô. O metrô chega a diversas partes sem nenhum problema, é rápido, as estações são bonitas e limpas, então o que tem de ruim? A forma de comprar o bilhete.

Metrô Lisboa
Entrada do metrô - Chiado

Não é instintiva e evidente. Vamos lá. Para andar no metrô pela primeira vez, você terá que comprar um cartão de viagem (Viva Viagem ou 7 Colinas) que custa 0,50€. Guarde bem este cartão porque poderá reutilizá-lo durante toda a estadia (validade de 1 ano). Depois a cada viagem terá que carregá-lo. Até aí mais ou menos tudo bem. O que acontece é que se for no mesmo dia andar de metrô e trem não pode carregar o cartão com 10 viagens de metrô porque para carregar com as viagens de trem o cartão tem que estar zerado?! É isso mesmo! Não se podem misturar os diferentes transportes!

A cada vez que vai carregá-lo, a máquina te pergunta se tem ou não cartão, você pressiona no “tenho cartão”, ela pede para inseri-lo, depois pode escolher o que deseja carregar. O cartão é pessoal, ou seja, cada pessoa tem que ter seu cartão, e na hora de sair da estação de metrô para abrir a catraca deve voltar a passá-lo no leitor! Outra questão na estação do metrô não posso carregar o cartão para utilizar o eléctrico!?

Cartão metrô Lisboa


Metro Lisboa

Tome cuidado com o seguinte problema: uma das vezes que estávamos carregando deu um erro após o pagamento, a máquina não nos devolveu o dinheiro e o cartão acabou defeituoso. Como não havia ninguém na bilheteria deixamos para reclamar no final do dia. Depois de vai ali, vem aqui e tal, nos disseram que apenas se pode reclamar nos 15 minutos posteriores ao problema. O máximo que consegui com muita insistência foi que me trocassem o cartão defeituoso. Por isso, teve problema, reclama na hora!!! O comprovante do erro não diz que a reclamação deve ser  realizada nos 15 minutos posteriores!

Metrô Lisboa

Não existe a possibilidade de comprar bilhete avulso sem comprar o cartão. Mas existe uma cartão diário a 3,70€ que permite utilizar por 24 horas o metrô, o eléctrico, os elevadores e os ônibus. Comprando o bilhete avulso dentro do eléctrico, cada viagem custa 1,40€, portanto uma ida e volta até Belém já sai 2,80€, e cada viagem no metrô carregando o cartão “Viva Viagem” custa 0,80€ . O bilhete diário pode ser vantajoso quando se realizem 4 ou mais trajetos com transporte público no mesmo dia.

Prça Dom Pedro Iv Lisboa
Parada de autocarro (ônibus) na Praça D. Pedro IV

Eléctrico 28
Eléctrico descendo da Alfama

Estaçao do Oriente - Lisboa
Estação Oriente


De qualquer maneira, o transporte é eficiente e é uma pena que pequenos detalhes algumas vezes passem uma imagem equivocada do serviço como um todo. E todo mundo conhece o dito: “O diabo mora nos detalhes!”.

Para ler todas as dicas e crônicas desta viagem à Portugal, clique aqui.

fotos: turomaquia_2009 y 2010

05 febrero, 2010

Compras em Lisboa - do maior outlet da Europa a lojas de produtos tradicionais

Fazer umas comprinhas também faz parte de qualquer viagem. Tirando a compulsão exagerada, também é uma maneira de entrar na rotina do outro. Nada melhor do que entrar em um supermercado para saber o custo de vida de uma cidade. Entrar em uma livraria para ver o que está mais destacado e assim conhecer as preferências de leitura de sua gente. Ver as roupas que se levam e as cores. Ou seja, nada de culpa, porque o ato de comprar também é um ato que pode se integrar de maravilha a um estudo antropológico!

Feitas estas considerações, é de se dizer que Lisboa oferece ao viajante um mar de possibilidades, para todos os gostos e bolsos! No próprio centro histórico estão os Armazéns do Chiado que como diz o próprio anúncio possui 54 lojas, 12 restaurantes e 1 hotel. É um charme! Em 1894 o edifício do antigo Convento da Pedreira parcialmente destruido pelo terremoto de 1755 foi transformado numa espécie de “Mesbla” gigante conhecida como “Grandes Armazéens do Chiado”. Teve o maior sucesso, mas o edifício foi destruido por um incêndio em 1988. E apenas em 1997 um novo edifício foi construído como sede desta nova concepção de compras e bem-estar. Aqui você encontra desde FNAC (ótimo lugar para comprar música e livros portugueses!), Pepe Jeans, e até uma Starbucks.

Armazens do Chiado

Imagina que delícia se hospedar no Hotel do Chiado, um quatro estrelas que fica no último andar dos Armazens. Aproveite os voos baratos e se permita um pequeno luxo. Nos sites de busca de hotéis é possível encontrar diárias de um quarto duplo a 130€. No site do hotel a diária de um duplo começa em 146€.

Armazens do Chiado

Outro lugar cheio de charme é o bairro da parada de metrô: Saldanha. Muitas lojas descoladas na rua, e outras tantas nas Galerias Saldanha Residence, como Valentino, Hugo Boss,  Alice Lourenço, Koh-I-Noor, entre outras tantas. A Galeria se encontra praticamente na frente da saída do metrô. E bem ao ladinho, está outro shopping – Centro Comercial Dolce Vita Monumental.

Descendo na parada de metro – Oriente, chegamos à parte moderna da cidade. E damos de cara com o enorme Centro Comercial Vasco da Gama, que além de tudo é lindo. Gostei muito de uma loja de decoração – A Loja do Gato Preto. O local é uma ótima pedida para terminar o dia após visitar o Oceanário. Aproveite também para visitar o supermercado no subsolo.

Centro Comercial Vasco da Gama

Agora, para pegar pesado nas compras atravesse os 17 Km da Ponte Vasco da Gama em direção à Alcochete, para alucinar no maior outlet da Europa - Freeport. Também dá para ir de ônibus. Na Estação do Oriente (em frente ao Shopping Vasco da Gama) pegue um dos seguintes ônibus (autocarros): 431, 432 ou 437. Eu tenho que confessar que não fui, por falta de tempo, mas é super recomendado. Tem Adidas, Calvin Klein, Carolina Herrera, Converse, Gant, Levi´s, Puma, Swatch, Reebok, Benetton e muitas outras mais. Além de cinemas, restaurantes, área de recreação infantil e centro de convenções. Tem muito estrangeiro que aproveita os voos low cost Lisboa, porque dizem que os preços e as ofertas deste outlet valem a pena. Se algum leitor conhece, é só dar seu veredito!?

Freeport

Para comprar estas toalhas de mesa brancas com os típicos motivos portugueses, como o galo de Barcelos, vá ao Parque Eduardo VII. Na parte de cima, na Alameda Cardeal Cerejeira todos os dias uma senhora vende estas toalhas ao preço de 5€, imbatível, né?! E por aí também se podem comprar no inverno umas deliciosas castanhas portuguesas, a 2€ a dúzia, simplesmente irresistíveis!

Bem pertinho desta praça fica o gigante, sem brincadeira, El Corte Inglês. Para comprar marcas ou quem sabe uma simples agulha e linha. No El Corte Inglês se encontra de tudo, literalmente! No subsolo também funciona um supermercado, sem contar que também alberga salas de cine.

Para produtos tradicionais com estilo vintage, vá diretinho à loja “A Vida Portuguesa”. Ela foi criada a partir de pesquisas realizadas pela jornalista Catarina Portas.  Vende produtos de cozinha, despensa, escritório, banho, entre outros. Desde antigos pincéis de barbear a produtos alimentícios tradicionais, como o Café A Brasileira. O mais legal é que no site contam todas as histórias destes produtos, bem como de algumas tradições e costumes portugueses, tudo numa linguagem atraente.

A Vida Portuguesa

A Vida Portuguesa


E para quem vai visitar Portugal até 28 de fevereiro, poderá desfrutar de umas promoções com descontos de até 70%, por conta dos saldos de inverno. E conforme o fôlego, pode pegar um voo Lisboa Barcelona e comprar casacos de inverno em Zara por apenas R$ 60,00!? Topa? Se não der tempo vá a mediados de julho até final de agosto para aproveitar os saldos de verão!

Imagens:
turomaquia_2009
http://www.armazensdochiado.com/
http://www.avidaportuguesa.com
http://www.freeport.pt/



04 febrero, 2010

Direto ao Xacobeo 2010 - Fitur Galícia




Tendo como reclamo principal o Ano Santo – Xacobeo, Galícia apresentou um stand criativo e diferente. Grande parte da “fachada” estava revestida de conchas (vieiras), estas são o símbolo do Caminho de Santiago. Porque o corpo de São Tiago haveria sido encontrado coberto de vieiras. 


Ao pisar no stand, o visitante sentia que seu corpo relaxava, tudo por conta do piso branco e “fofo” que dava esta sensação. Grandes telões retangulares mostravam paisagens galegas, mas a um ritmo tranquilo que ajudavam a mudar o ritmo da visita, de esquizofrênico a normal (Afinal há tanto por ver em Fitur!).


O Caminho de Santiago estava onipresente, afinal somente daqui a 11 anos haverá outro Ano Santo. O visitante podia experimentar a sensação do caminho através de uma experiência 3D. Colocava um capacete que incorporava uma tela, pisava numa espécie de grama e apoiado no “cajado” de madeira de peregrino entrava nas sendas que levam a Santiago de Compostela.


Apesar desta presença forte e necessária, o stand mostrava outros produtos. O mais destacado era saúde e bem-estar. Aliás, este produto estava presente em muitos destinos. Segundo pesquisas, esta é a principal motivação dos viajantes europeus, seguida do componente cultural.








fotos y video: turomaquia_2010


03 febrero, 2010

As pastelarias de Lisboa , uma viagem à parte

Uma viagem à parte em Lisboa são suas pastelarias. Uma espécie de lanchonete, e como tais vão desde as super estilosas as mais simples, mas nem por isso, menos deliciosas. Uma excelente opção tanto para almoçar como para tomar um café ou um lanchinho. Abrem pela manhã, algumas fecham às 21:00 e outras estão abertas até de madrugada!

E os preços? Para todos os bolsos. As mais famosas cobram pela fama (é claro, Watson!), mas nem por isso são luxos impossíveis de degustar mesmo em uma viagem econômica. Agora não deixe de sentar-se ao menos em uma, não experimentar este momento, sei lá é como ir ao Brasil e não provar uma caipirinha num bar de música ao vivo!

Nós desfrutamos de algumas e em diferentes horas do dia. Duas delas já comentamos por aqui. A ultra famosa Pastelaria de Belém e a Ponto Azul, onde almoçamos os bitoques.

No dia da nossa chegada entramos na Pastelaria Suiça na Praça dos Restauradores. Por dentro é um pouco antiquada. O serviço, apesar de correto, não chega a ser amável. Entramos passadas as 20:15, e como eles fechavam às 21:00 horas, tivemos a oportunidade nada glamorousa de ver a senhora da limpeza já em plena ação. Achei um pouco desagradável. Eu pedi um prato que era gostosinho, e o Tom pediu algo que
resultou ser um ovo estralado com batatas-fritas. Para o que comemos, a conta foi um pouco salgadinha, 19 euros.

Pastelaria Lisboa

Pastelaria Lisboa

Em duas ocasiões fomos na Nicola. Ambiente nota dez, mas fique atento com a conta. Nas duas vezes na nossa conta havia algo que não tínhamos consumido, e presenciei a mesma situação em uma das vezes com uma mesa ao lado. O que mais gostei foi a sopa do dia. No inverno todas as pastelarias servem uma sopa. Uma ótima pedida! Na nossa primeira visita pedimos um café e um mousse, a conta foi 4,00€. Na segunda tomamos a sopa, suco de laranja e café, saiu por 17,20€.

onde comer em Lisboa

A nossa favorita na zona mais central foi a S. Nicolau, bem na Augusta. Na verdade se chama Cafetaria S. Nicolau, mas segue o mesmo esquema das pastelarias. Tudo é muito gostoso, agora a nota 100 vai para o hamburguer que eles mesmos preparam, sem contar os sucos naturais. Está no burburinho da cidade, mas o preço é de periferia. Gastamos 10€ para dois super sanduiches, dois sucos naturais e um café, já contando a gorjeta.

cafetaria s. nicolau

cafes portugueses
Um pedaço do cardápio da Cafetaria S. Nicolau. No mundo das pastelarias, o mundo dos cafés e dos cafés com leites!

Estas são algumas, mas bem poucas, porque a cada passo te encontra uma pastelaria. Pequena e aconchegante, enorme e delumbrante, não importa. Entre em alguma sem nenhuma indicação, e passe a chamá-la “de sua”!

Conta prá nós, qual é a tua pastelaria do coração em Lisboa? Indica alguma comidinha em especial?

Leia também:
Dez razões para visitar Lisboa e arredores – Lista 10+
Mosteiro dos Jerônimos – Patrimônio Mundial da Humanidade
Lisboa com muita arte: Museu Gulbenkian
Comendo ao mais puro estilo português: bitoque em uma pastelaria
Dicas para visitar o Bairro de Belém – Lisboa
Pastéis de Belém – indescritivelmente bons!

fotos: turomaquia_2009


, , , , , , , ,

02 febrero, 2010

FotoGaleria: Convento do Carmo

Olha que interessante o que a Isabel O. comentou no post anterior:
O largo em si acaba por ser mais conhecido dos portugueses que o edifício. Todos os anos, no feriado do 25 de Abril, passam as imagens da revolução (de 1974), algumas das quais tiveram lugar na praça. O Presidente da Republica e o 1º ministro depostos, refugiaram-se num quartel que aí existe até entregarem o poder, o que demorou algumas horas. Depois de uma passagem pela Madeira, acabaram por ir para o exílio no Rio de Janeiro (e cá está a nossa história de novo entrelaçada). O 1º ministro, Marcello Caetano, ainda deu aulas de Direito na Universidade Gama Filho.

Largo do carmo
Largo em frente ao Convento - decorado para o Natal

Convento do Carmo

Convento do Carmo, Lisboa

Convento do Carmo

Convento do Carmo

Convento do Carmo

Convento do Carmo

Convento do Carmo

Convento do Carmo, Lisboa
Leia também:
Convento do Carmo - o teto estrelado de Lisboa

fotos: turomaquia_2009


Convento do Carmo – o teto estrelado de Lisboa

Convento do Carmo

Desde a Praça dos Restauradores havia visto uns arcos que me chamaram atenção. Era fácil perceber que fosse o que fosse era enorme. Parecia uma igreja, mas “não tinha teto, não tinha nada”, e eu esperava que diferentemente da “Casa” de Vinicius de Moraes ” fosse “possível entrar nela”!

Naquela tarde depois do Gulbenkian e do bitoque acabei entrando sem querer neste monumento que me atraiu à primeira vista. Chegamos sem muitas pretensões ao Convento do Carmo. Uma senhora muito simpática cobrava a entrada, eram 2,50€. Sem saber ao certo o que iríamos ver, munidos com um folheto-folha cruzamos à porta para o Museu Arqueológico do Carmo. Mas sem prévio aviso, o dia me surpreendeu pela terceira vez, não é incrível!? cheguei à minha particular “casa maluca” portuguesa.

Uma sensação muito estranha dar de cara com aquelas colunas enormes emolduradas pelo céu azul. Com aquelas rosáceas já sem vidros emolduradas pela cidade. O cérebro demora a assimilar, e talvez por isso é tão difícil avançar por aquele caminho que outrora havia sido a nave central de uma igreja gótica, que chegou a ser uma das maiores igrejas da cidade.

No começo andei meio desorientada, porque realmente era incrível olhar para cima e ver o céu que entrava sem pedir licença por todos os lados. Definitivamente, um lugar mágico, místico, espiritual, tudo junto e não necessariamente nesta ordem!

Andamos por uns vinte minutos no que sobrou da igreja, que formava parte do Convento do Carmo, fundado em 1389! A igreja um pouco depois, tudo sob às ordens de Nuno Álvares Pereira. Ele lutou com o Rei D. João I para defender a Independência de Portugal. Quando viu que já tinha cumprido sua missão, entrou para a Ordem dos Carmelitas e dedicou sua vida à religião. Louco né?! um miltar, depois frei, que no século XX acabou beatificado!

Toda a estrutura sofreu com o terremoto de 1755, e na parte meio restaurada, meio sobrevivente do convento funciona o Museu Arqueológico do Carmo. Nesta parte não se pode fotografar, é pequeno, exatamente 5 salas. Eu gostei, você vê desde objetos do Paleolítico passando por uma múmia egípcia a peças medievais. Uma das salas parece uma antiga biblioteca, outra abriga vários painéis de azulejos. Bastante diversidade em um pequeno espaço.

Ao sair, outra vez o mesmo choque. Afinal já estava escurecendo, e tudo parecia ainda mais misterioso e tinha outra cor. Outra vez passeamos por entre as colunas, e perdidos sei lá aonde, estivemos mais vinte minutos saboreando aquela igreja “que não tinha teto, não tinha quase nada”, mas que era tão poderosa e magna, que o que lhe faltava não lhe fazia falta!

Elevador de Santa Justa
Passando por detrás do Elevador de Santa Justa de caminho ao Convento do Carmo

Convento do Carmo
A entrada para as ruínas e o museu

O que ver em Lisboa
A primeira visão!

Convento do Carmo
Na saída do museu


Informações Práticas
Localização: É muito fácil, fica bem perto do Elevador de Santa Justa. Se pegar o elevador, economizará a subidinha. Mas dá para subir pelas escadas ao fundo do elevador sem muitos problemas. A estação de metrô mais perto é a Baixa-Chiado.


Horários:
Das 10:00 às 18:00, de segunda a sábado, de outubro a maio
Das 10:00 às 19:00, de segunda a sábado, de junho a setembro
Tarifa: 2,50€
Site do museu: http://museusportugal.org/aap/
Importante: Para ter acesso às ruinas da igreja, é necessário pagar o bilhete ao museu.

Leia também:
Dicas para visitar o Bairro de Belém – Lisboa
Visitando a Torre de Belém – Lisboa
Rinoceronte na Torre de Belém – Curiosidades de Lisboa
Pastéis de Belém – indescritivelmente bons!
Mosteiro dos Jerônimos – Patrimônio Mundial da Humanidade
Lisboa com muita arte: Museu Gulbenkian
Comendo ao mais puro estilo português: bitoque em uma pastelaria

fotos: turomaquia_2009
Mapa: Google Maps



01 febrero, 2010

Os canários compartilham sua fortuna

A nova campanha turística canária tem site próprio: http://www.nowinterblues.com/?lang=esp. Nele se pode ver making off do sport publicitário e entender melhor o slogan “winter blues”.

A parte mais interativa e interessante é “comparte tu fortuna”. Os próprios canários dão mais de 2.000 dicas super quentes aos futuros viajantes.

Islas Canarias

Você entra em um mapa do arquipélago e vai buscando em cada ilha, e depois em cada região aqueles lugares que os habitantes identificam como os mais lindos, os mais aconchegantes, mais gostosos, enfim, aqueles lugares que ajudam a formar a identidade canária!


, , ,

Comendo ao mais puro estilo português: bitoque em uma pastelaria

Depois de visitar o Museu Gulbenkian, quer comer super bem e barato? Caminhe em direção ao “El Corte Inglês”, em frente à entrada principal e ao lado de uma boca de metrô você vai encontrar a Pastelaria Ponto Azul. Nós entramos porque o Tom percebeu que os trabalhadores do Corte Inglês entravam em grupos, e que estava lotada. Isto deveria significar boa comida a bom preço. Dito e feito!

Pastelaria Lisboa

Tivemos nosso primeiro encontro com uma comida típica de Portugal, o bitoque. Um filé de carne preparado com alho, azeite e sal, que se faz acompanhar por batatas fritas, arroz e salada. E o bitoque mais tradicional leva “em suas costas” um ovo frito. O meu que já era uma variação vinha com um molho branco dos deuses!

bitoque

bitoque

Para beber, suco de laranja natural e para terminar, café. E como foi? Sabe aquele gostinho de comida caseira, tudo bem temperadinho, feito no capricho. Foi um momento relax perfeito depois do deleite artístico do museu. Até aquele momento o dia estava sendo redondo!



Nossa conta: 17,95€, e satisfação total. Porque além de comer bem, o garçom era amável e estava sempre pendente de nós, apesar da casa estar lotada! Para escolher o que ia comer, utilizei a velha técnica do “olha nos pratos dos vizinhos”, e desta mneira chegamos ao bitoque (risos). Do bitoque caimos quase que diretamente no metrô, porque ainda era cedo e o dia prometia mais surpresas!?

Leia também:
Lisboa com muita arte: Museu Gulbenkian
Pastéis de Belém – indescritivelmente bons!

fotos: turomaquia_2009

29 enero, 2010

Lisboa com muita arte: Museu Gulbekian

Naquela terça-feira chovia , mas nada de gotinha, era chuva pra valer. A ordem do dia era ir para Belém, mas diante das circunstâncias começamos a refazer os tais dos planos. necessitávamos um lugar quentinho, agradável e se possível, super interessante. Pense bem, que lugar oferece tudo isso e muito mais? Bem, na minha cabeça só podia ser um museu, que aliás eu amo! Hospedados junto ao  Parque Eduardo VII,  a melhor alternativa era o Museu Gulbenkian. Fomos debaixo do nosso guarda-chuvinha caminhando alegremente. O museu fica bem perto do gigante El Corte Inglês de Lisboa.

Museu Gulbenkian

Mas afinal, o que é a Coleção Gulbenkian?
São nada menos que 7.000 objetos que foram adquiridos entre 1898 e 1953 por um senhor armênio – Calouste Sarkis Gulbenkian. Na Segunda Guerra este senhor buscou um lugar mais tranquilo para viver, e acabou em Portugal, onde faleceu em 1955. No ano seguinte de acordo com seus desejos se criou uma fundação com seu nome, e em 1965 se inaugurou o museu.

E como foi a visita?
É um destes museus que te deixam com sabor de quero mais, e não com aquela sensação de “estou acabada”, “me tirem daqui” ou “não aguento mais”. A forma que as peças estão expostas, a diversidade (de tapeçarias passando por quadros até móveis) e a super qualidade fazem com que passear por suas salas seja uma verdadeira delícia!

As exposições são cronológicas, começam no Egito Antigo, com uma peça de 2.800 a.C. e terminam com telas francesas do comecinho do século XX. Para que você entenda que este senhor não comprava qualquer coisa, nas suas compras de arte egípcia ele foi assessorado por ninguém menos que o descobridor do túmulo de Tuntacamon, Howard Carter!

Na segunda sala uma seleção de peças greco-romanas, com um torso de mármore reinando sobre a sala. Mas não deixe de se aproximar das vitrines onde pequenas obras de arte repousam quietinhas.

Museo Gulbenkian - Lisboa

Atravessando a arte da Mesopotâmia, entramos de cheio na arte islâmica e do extremo oriente. Uma peça me chama atenção, um vaso feito de jade branco, eu nem sabia que havia um jade que não fosse verde?! Obra de artesãos de uma cidades da antiga Rota da Seda – Samarcanda.


Jarro de Jade Branco (1447-1449) - Foto site museu

Um ambiente de descanso para aqueles que necessitem um momento de reflexão antes de entrar na arte européia, que começa com umas peças que dificilmente você verá caso não visite museus específicos ou igrejas medievais. São dípticos ou trípticos de marfim que funcionavam como altares privados de casas de nobres. E no lado oposto manuscritos. Neste época, os manuscritos eram sinal de status social, por isso em muitos retratos as pessoas seguram livros e também partituras musicais.

Museo Gulbenkian - Lisboa

Museo Gulbenkian - Lisboa


Depois deste início emocionante, entramos em ambientes aconchegantes, com bancos ao meio, e com aquela cor de madeira da casa da avó. Mas nem por isso decai a qualidade, em poucos passos damos de cara com um Rembrandt, observamos gigantescas tapeçarias, e entramos em uma sala que é quase como ser teletransportado para Veneza. São os quadros de Francesco Guardi que retratam paisagens, festas e costumes venezianas. É a maior coleção de quadros deste pintor no mundo! Deu aquela vontade de ir à cidade dos canais, e são tantos os Voos low cost para a região que a idéia nem era descabelada (risos)!

Museo Gulbenkian - Lisboa

Museo Gulbenkian - Lisboa
Obra de Francesco Guardi

As esculturas começam a saltar diante de nossos olhos, há Rodin, Canova, e uma estatueta de uma criança chorando pela morte de uma passarinho que é de arrepiar, até porque tem um jogo cênico com a janela que dá a rua e que fica ao lado desta obra.

Museo Gulbenkian - Lisboa
"Estatueta de criança", de Jean-Baptiste Pigalle (sec. XVIII)

Absurdamente boa a seleção de pintores ingleses. Gulbenkian era também cidadão inglês, talvez por isto esta relação tão estreita com os pintores britânicos do século XIX e XX?! Veja com teus próprios olhos apenas um deles ...

Museu Gulbenkian - Lisboa
"O Espelho de Vènus", de Edward Burne-Jones (1875) - Detalhe

Antes de chegar ao final, é a vez dos impressionistas franceses, é como uma ligação Lisboa Paris imediata. E nesta boa mistura européia, uma tela super simpática despede ao visitante. Um italiano que faleceu em Paris e retratou a famíliade outro pintor. E não tem como não esboçar um sorisso ao estar em frente ao Sr. Brown!

Museu Gulbenkian - Lisboa
"O Pintor Brown e a Família", de Giovanni Boldini (1890)

Minh´alma já encantada nem sabia que ainda haviam duas salas de René Lalique. Este artista que trabalhou como ninguém o vidro e utilizou como inspiração a ganfanhotos, galos, cervos, etc... animais que se escondem ou são evidentes, e que dividem o espaço com beijos e corpos humanos que bailam em jarros ou broches.

Museu Gulbenkian - Lisboa

Museu Gulbenkian - Lisboa

E assim acabou a visita. Uma sensação de leveza. É muito bom sentir que a humanidade não está feita apenas dos horríveis casos de violência que saltam a cada minuto na tela da televisão. Assim, já sabe, tá deprimida/o? Talvez uma visita a um museu possa te fazer sorrir. Uma visita sem regras ou ordem. Apenas deixe que as obras te mostrem que a vida sempre tem duas versões!

Museu Gulbenkian - Lisboa
Espelho de René Lalique

Informações práticas:
Estes posts de Portugal estão te deixando com muita água na boca? Já sabe, a TAP continua com ótimas tarifas. E Chegando aqui como faço para visitar ao Gulbenkian?

Acesso:
Metrô: São Sebastião ou Praça de Espanha (Linha Azul). Acho mais fácil a da Praça de Espanha.
Ônibus (Autocarros): 16, 56, 728, 726, 742, 746.

Site: www.museu.gulbenkian.pt

Horários:
De terça-feira a domingo: das 10:00 às 17:45
Fecha na segunda-feira

Tarifas:
Coleção + Exposição temporária na galeria do museu: 4€
Se a exposiçao temporaria estiver fora da galeria do museu: 5€
Entrada gratuita: crianças até 12 anos.
Desconto de 50% para maiores de 65 anos, e para estudantes com até 25 anos.

Serviços:
Loja, cafeteria, audio-guias (4€)

Fotografia: pode realizar fotos sem flash

Leia também:
Dez razões para visitar Lisboa e arredores – Lista 10+
O que fazer segunda-feira em Lisboa?
Parque das Nações – a modernidade lisboeta
Oceanário – “metade da minha alma é feita de maresia”
Telenovela É uma Casa Portuguesa – 1º. Capítulo
Baixo relevo assírio – repare na barbinha!
Bonitas e valiosas: arte por todos os lado na Grécia e Roma Antigas

fotos: turomaquia_2009 e do jarro de jade branco - site do museu

, , , ,

28 enero, 2010

Ilhas Canárias: produtos turísticos temporada 2009-2010

Além de vender o clima maravilhoso das Ilhas Canárias, a nova campanha trabalha com quatro produtos turísticos: família, saúde e bem-estar, paisagem vulcânica e esportes aquáticos. Acho que estas quatro frentes combinam bem com o arquipélago, quer ver (!?) ...

Family Welcome: As ilhas são um lugar perfeito para viajar em família, porque oferecem uma excelente infra-estrutura básica. Muitas praias oferecem chuveiros, banheiros, passarelas de madeira, controle da qualidade d´água, serviço de alto-falantes (sempre útil quando se perde uma criatura!) e nos polos turísticos muita gente falando diversos idiomas. Além do que muitos apart-hoteis com quartos enormes e super equipados, além de uma ampla área de recreação.

Na terça estava rolando um debate no twitter comandado pela Paula Bicudo sobre os países ou cidades europeus “mais amigos das crianças”, ou seja, aqueles lugares em que você pode viajar com as criaturas e que não te olham com cara de “já vem chatice”. Os canários adoram as crianças e são super familiares! Além do que, mesmo nos polos ais cheios de turistas, os preços dos supermercados, farmacias e afins não estão na hora da morte, e pra quem viaja em grupo isto é bem importante!

Canary Islands


Wellness Delight: Todas as ilhas oferecem hoteis com spas maravilhosos. Muito comum a talassoterapia, que são duchas que massageam todo o corpo e utilizam água do mar. Pertinho da minha casa é possível desfrutar de uma talassoterapia por uma hora pagando 13€.

Canary Islands

Volcanic experience: na praia que fica a duas quadras e meia da minha casa se apreciam estas montanhas vulcânicas, cinzas, mas elas são visíveis por toda Gran Canaria. Agora imagina ir à uma ilha com 98 vulcões, e que sofreu a ultima erupção vulcânica no século 18, o que você acha? Se gostou da idéia, tua ilha é Lanzarote. Aliás a foto da experiência vulcânica foi tirada lá, mais precisamente no Parque Nacional de Timanfaya. Esta é a ilha que aparece no último filme do Almodovar.

Canary Islands

Water Sports: além das mil e uma oportunidades de praticar um montão de esportes aquáticos, é uma loucura o número de trilhas que se encontram nestas ilhas. Sem contar os parques nacionais e as reservas da biosfera. Para quem curte turismo ativo, não vai ficar parado um minuto no quarto de hotel.

Canary Islands

E você, o que achou desta promoção turística? Deu aquela vontade louca de comprar um bilhete e vir para as Ilhas Afortunadas?

Leia também:
Como chegar a Lanzarote
Lanzarote: um destino cheio de surpresas
Lanzarote Card
A Lanzarote dos artistas e da paixão
Aonde a terra arde: Parque Nacional de Timanfaya
Cesar Manrique – o artista da terra que arde
Almodóvar no cenário perfeito – Lanzarote
A inspiração do grande manchego – Praia do Golfo
FotoGaleria: Timanfaya – Lanzarote
FotoGaleria: Flora Lanzarote
FotoGaleria: Fundación Cesar Manrique

Ilhas Canárias - Di no al Winter Blues

O stand das Ilhas Canarias na  Fitur era enorme e super movimentado. Primeiro o que pretendia era vender o arquipélago como um todo. Depois cada ilha tinha um balcão com material promocional. Fazia tempo que eu não via na feira um stand canário tão brilhante, tanto foi assim que ganhou o prêmio de melhor da FITUR!

Ilhas Canarias

Ilhas Canarias - Fitur 2010



Voltando à promoção, as ilhas possuem muitos atrativos, mas um dos pontos mais fortes é o clima. Nossa temperatura média (eu vivo em uma das ilhas) é de 24 graus. Enquanto hoje neva na península e faz até – 15 em muitos países europeus, aqui estamos sentindo aquele friozinho de 17 graus positivos!!! Não me diga que isto já não é razão suficiente para vir passar uma semaninha por estes lados? Mas fora isso, no verão, enquanto os peninsulares estão derretendo em quase 40 graus, nós estamos a 27, 28 e quem sabe um dia ou uma semanita acima dos 30 graus!

Levando em consideraçao esta bendição climatológica, e o apelido de ilhas afortunadas, esta nova promoção turística vem bem criativa, com o slogan: Di no al winter blues. Algo assim como, diga não à tristeza do inverno.

A campanha atinge todos os meios tradicionais, e também aqueles que se chamam Web 2.0. Estão no twitter , no blogger e trabalhando com blogueiros da ilha e com voluntários provenientes dos maiores países emissores e daqueles países com grande potencial para enviar turistas às Canárias.

Os personagens principais dos spots e dos cartazes são uma loiraça e um urso polar! Ficou curioso, então dá uma olhada no spot publicitário, ainda hoje vou publicar o material gráfico.




Leia também:
Arquipélago Canário: pensa nele para tua próxima viagem

fotos: turomaquia_2010
videos: turomaquia_2010 y promoción turística canarias

27 enero, 2010

Mosteiro dos Jerônimos - Patrimônio Mundial da Humanidade em Lisboa

Portal Sul. Esta pedra branca, o calcário de lióz, é mesmo linda. O portal é enorme e toda a pedra está quase que inteiramente trabalhada. São esculturas e relevos. Me sinto pequeninha. Imagine que esta nem é a porta principal.

Mosteiro dos Jerônimos

Vou caminhando para a entrada do mosteiro, a meio caminho do meu lado direito uma outra porta, menor, sou levada a atravessá-la. Tenho a sensação que estou numa espécie de caverna,  e passo por dois túmulos, um de cada lado. Repousam neste lugar o grande poeta Luís Vaz de Camões e o navegador, Vasco da Gama. Este pequeno espaço, de repente se abre e surge uma profusão de colunas brancas altíssimas e totalmente entalhadas. Olho para cima e fico zonza, o teto está lá longe e também está todo decorado com aqueles símbolos do rei que dá nome a um estilo, o manuelino. Tenho que voltar,  é a vontade ? (...) tenho que esquecer estas promessas de espiritualidade, de tranquilidade para me meter na longa fila repleta de casais, senhores, senhoras, crianças (...) Suspiro, e é só um suspiro resignado.

Mosteiro dos Jerônimos - Igreja

Mosteiro dos Jerônimos

Compradas as entradas, vou sem muita vontade até o claustro. Na minha triste ignorância penso que já nada mais me vai arrancar naquele dia um OH! Mas o tempo mais sábio, apronta das suas, e num piscar de olhos tenho diante de mim o pátio mais lindo que já vi em toda minha vida. Eu e o Tom perdidos naquele mar de beleza vamos desorientados buscando cada qual um lugar para admirar aquele edifício. Obra do mesmo rei da Torre de Belém, D. Manuel I. Todo o dinheiro para sua construção saiu da chamada “vintena da pimenta”. Um imposto criado pelo rei: 5% de todo o rei trazido da Guiné e também de todas as especiarias e pedras preciosas da Índia.


Mosteiro dos Jerônimos


Esta pequena fortuna foi capaz de erguer um mosteiro digno de anjos, mas no qual viveram até 1833 os monges da Ordem de S. Jerônimo. Mas não era de graça não, entre suas funções estavam rezar pela alma do rei e prestar assistência espiritual aos navegadores!

Mosteiro dos Jerônimos

Ainda no claustro, babando feito loucos, encontramos a Fonte do Leão. Nela os monges lavavam suas mãos antes de entrar no refeitório. Mas dizem que se você tocar na pata do bichano e pedir um desejo, ele vai se realizar (...) afinal nunca custa nada tentar.

Mosteiro dos Jerônimos

Cumprido mais um ritual, e deles se faz a vida, começamos a visita às salas da planta térrea, e entre elas encontro o túmulo do “tudo vale a pena ...”. Terminada a planta térrea bem no lugar do antigos confessionários, vislumbro doze portinhas onde os monges confessavam aos peregrinos e marinheitos que entravam pela igreja. Os monges entravam pelo claustro e lhes separava uma grade de ferro. Bem aí encontro a escada para o andar superior.

Mosteiro dos Jerônimos

Em cima é possível aceder ao coro alto da igreja e ter outra visão do templo. Já nem sei se posso pensar em mais palavras para descrever a sensação de estar dentro deste patrimônio não só português, mas de toda a humanidade, assim proclamado pela Unesco. Outra vez resignada, tenho que deixar o coro para entrar em uma sala que conta tudo que passava em Portugal e no mundo durante os anos anteriores e posteriores à construção do mosteiro. Mas se o visitante já estiver cansado, o melhor é ver o sol amansando no horizonte e seus reflexos naquela pedra branca do claustro. Nesta hora você vai se perguntar se a visita “valeu a pena?” E inundado pela poesia do lugar, o próprio Fernando Pessoa te vai responder: “Tudo vale a pena / Se a alma não é pequena”.

Mosteiro dos Jerônimos

Mosteiro dos Jerônimos

Mosteiro dos Jerônimos

Informações práticas
Site: http://www.mosteirojeronimos.pt/web_mosteiro_jeronimos/frameset.html

Horários:
Outubro a Abril das 10:00 às 17:00
Maio a Setembro das 10:00 às 18:00

Tarifas:
Normal: € 6
Bilhete Conjunto (Mosteiro dos Jerónimos/Torre de Belém): € 8
A Malu comentou no post da Torre de Belém que mostrou a carteirinha de estudante e teve entrada franca aqui e na Torre de Belém.

Leia também:
Dicas para visitar o Bairro de Belém – Lisboa

fotos: turomaquia_2009


26 enero, 2010

Telenovela É uma Casa Portuguesa - 1° Capítulo

Neste primeiro capítulo nos acompanha a música do compositor português - Rodrigo Leão.



Escute a promoção da telenovela - É uma Casa Portuguesa

video: turomaquia_2010